sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ebook "Construção do jogo defensivo para categorias de base no Futsal"

Divulgando, para venda, o produto "Construção do jogo defensivo nas categorias de base do Futsal", desenvolvido por Pablito e Perdigão:

Assista o vídeo de divulgação do produto:

video


Caso haja interesse no produto, basta clicar AQUI:



Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail: p2defesa@gmail.com

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Muitos cursos de FUTSAL, no mês de ABRIL/2012

Neste mês de abril, teremos 3 cursos de futsal, realizados pela Universidade Gama Filho. Dois destes cursos são de extensão, com duração de 20 hs e abertos a quaisquer interessados, independentemente do seu nível de formação, ou seja, podem participar pessoas que já tem o curso de graduação e também estudantes de graduação e demais interessados. O outro curso é o já tradicional curso de especialização em Futsal e Futebol, que tem a duração de 360 horas, sendo um final de semana por mês, durante 18 meses. Neste, podem participar apenas os já  tem a graduação completa em qualquer área. Destacamos, neste último, o que inicia no dia 14 de abril em Belo Horizonte, mas também há turmas em várias outras capitais do país (Recife, Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, etc).

Abaixo estão maiores informações sobre cada um destes cursos:

1) CURSO DE TREINADOR DE FUTSAL (CAMPINAS, 14 e 15/04/2012)

Inscreva-se aqui: http://posugf.com.br/cursos/extensao/educacao-fisica/897-treinador-de-futsal-campinas/rp/pramon

Palestrante: Prof. Esp. RODRIGO PERDIGÃOPerdigão2

Carga Horária: 20h – Teórico-prático

Cidade: Campinas

Local: Colégio Sagrado Coração de Jesus

Rua: Madre Maria Santa Margarida, 270.

Bairro: Nova Campinas

Ponto de referencia: Ao lado do Ventura Mall

 

2) CURSO DE TREINADOR DE FUTSAL (SÃO PAULO, 28 e 29/04/2012)

Inscreva-se aqui: http://posugf.com.br/cursos/extensao/treinador-de-futsal/2688-treinador-de-futsal-sao-paulo/rp/pramon

Palestrante: Prof. Dr. WWilton Santana 1ILTON SANTANA

Carga Horária: 20h (teórico/prático)

Cidade: São Paulo

Local: Colégio Maria Imaculada

Endereço: Avenida Bernardino de Campos, 79 - Paraíso

(próximo ao Metrô Paraíso e Shopping Paulista)

 

3) CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FUTEBOL E FUTSAL (BELO HORIZONTE, INÍCIO EM 14/04/2012)

Inscreva-se aqui: http://posugf.com.br/cursos/pos-graduacao/educacao-fisica/219-futebol-e-futsal-as-ciencias-do-esporte-e-a-metodologia-do-treinamento/rp/pramon

Carga horária: 360 hs

Várias cidades: Recife, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, etc.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma referência para se tornar treinador: Pepe Guardiola

Transcrevo abaixo, na íntegra, um ótimo texto da “Folha de S. Paulo”,  em “Ilustríssima”, sobre o perfil de Pep Guardiola, técnico do Barcelona.

Esmero e obsessão

Como Pep se tornou Guardiola

 Especiais de domingo

Pepe Guardiola

ALEXANDRE GONZALEZ
TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD
ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI

RESUMO
Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.


“Meu pai diz que preciso me reconverter. Pergunta o que quero fazer da vida. Não sei o que dizer; talvez que não vá fazer nada. Mas ele insiste, quer que eu me mexa, para não passar a imagem de preguiçoso. Mas, pai, talvez eu não faça nada mesmo da vida…”

Em 2 de agosto de 2006, Josep Guardiola deu uma de suas últimas entrevistas. Poucas semanas antes, ainda jogava no desconhecido Dorados de Sinaloa, time mexicano cujo nome soa mais como uma franquia de beisebol de segunda divisão do que como um clube de futebol profissional.

O fim de carreira do meia catalão não foi à sua altura e, em suas palavras, sua reconversão também não parece lá muito bem encaminhada. Mas, atrás do discurso depressivo, o que Guardiola não diz é que passou o verão em Madri. E que sabe exatamente para onde vai.

DIPLOMA

O mês de julho de 2006 é intenso para o ex-capitão do Barça. Todo dia, ele vai até o subúrbio de La Rosas, rumo à Ciudad del Fútbol, na capital da Espanha. Lá, acompanha aulas com assiduidade, preparando-se para se diplomar treinador. O aluno é aplicado e talentoso.

“A escola nacional de futebol espanhola não tem ranking de classificação para os diplomados, mas posso dizer tranquilamente que Guardiola estava entre os três melhores da classe”, lembra Oscar Callejo, secretário da escola.

Com o diploma em mãos, Guardiola não se dá por satisfeito. Para completar a formação, aconselha-se com treinadores que admira.

“Ele ligou para mim e para um monte de outros treinadores. Hoje parece coisa de doido: ligar para falar de jogo, analisar, descascar. Ele tem uma sede insaciável de debater. Eu sabia quando começavam as conversas com ele, mas nunca quando iam terminar”, diz o técnico argentino Angel Cappa.

Ex-adjunto de César Luis Menotti e depois de Jorge Valdano no Real Madrid, treinador do Huracan e do River Plate -foi quem descobriu Javier Pastore-, Cappa foi para a casa de Guardiola em Barcelona no final de 2006. “Não sei se ele já pensava em ser treinador, mas para mim era óbvio. É raro um jogador querer tanto colocar um jogo numa mesa de dissecação.”

LA VOLPE

Obsessivo e perfeccionista, Pep lista os técnicos com quem os quais gostaria de conversar. O primeiro é um argentino de bigode ameaçador, desconhecido na Europa, Ricardo La Volpe.

Na Copa do Mundo de 2006, Guardiola escreveu no jornal “El País”, e suas análises dos jogos e reflexões sobre futebol deixaram muita gente desconcertada. Só uma seleção agrada ao catalão. Não é a Alemanha de Jürgen Klinsmann, nem a Itália de Marcello Lippi, mas o México de La Volpe.

Ele escreveu: “Johan Cruyff dizia: o mais importante no futebol é que os melhores jogadores sejam os zagueiros. Se você sai com a bola, consegue jogar; se não, não faz nada. Johan diz que a bola equilibra um time. Se perde a bola, o time se desequilibra; se perde pouco, consegue manter o equilíbrio. La Volpe decidiu que sua defesa saísse jogando, e não que começasse jogando, o que é diferente.

“Para La Volpe, começar a jogar é tocar a bola entre os zagueiros, sem maiores intenções. Mas La Volpe os obriga a fazer outra coisa. Ele os obriga a sair jogando, obriga os jogadores e a bola a avançarem juntos e ao mesmo tempo. Soube que, nos treinos, La Volpe pede aos zagueiros que corram com a bola por 30 minutos sem parar. Se alguém faz um passe errado, se o campo não é usado em toda a sua extensão, se um passe não é dado para o goleiro como manda o jogo, ele pede para recomeçar do zero.

“Ele corrige, grita, e tudo recomeça. Uma vez, depois outra. Cem vezes, se for preciso. E ver seu México jogar é fantástico.”

Nem mais nem menos do que uma declaração de amor.

Mesmo que isso não agrade a Guardiola e ao seu romantismo, La Volpe foi demitido após ser eliminado nas oitavas de final, apesar de os mexicanos terem dominado a Argentina durante todo o jogo; o futebol só vive de vitórias.

Pouco acostumado a falar com a imprensa, La Volpe declarou: “Sei que Guardiola mencionou meu nome várias vezes, dizendo que fui um dos que mais o influenciaram. Talvez se inspirasse em mim nas triangulações ao chegar à área adversária. E disseram que dedicou a mim a Liga dos Campeões de 2009 [Barcelona 2 x 0 Manchester United], mas ele nunca me disse isso.

“Acho que seguimos o mesmo caminho. Gostamos de tomar a iniciativa do jogo, que o jogador assuma a responsabilidade de conduzi-lo. É assim que se faz bom futebol. Ele faz isso e ainda vence. Alguns de nós foram criticados por tentar e não vencer, é a regra do jogo”.

La Volpe seria demitido do Boca Juniors (2006), do Vélez Sarsfield (2007), do Monterrey (2008) e da seleção da Costa Rica (2011). Apaixonado pelo método argentino, como mostram suas relações com Cappa e La Volpe, por fim Guardiola atravessa o Atlântico.

Aproveitou uma viagem a trabalho de seu amigo David Tureba, cineasta e escritor, para voar a Buenos Aires. Era outubro de 2006.

ARGENTINA

Na capital argentina, Pep deixou sua bagagem num hotel do bairro de Palermo. A primeira visita que fez não foi a um treinador, mas a um nerd louro, um Mark Zuckerberg argentino, de cabelo comprido. Matias Manna é o criador do blog Paradigma Guardiola (paradigmaguardiola.blogspot.com). Ele analisa, com vídeos, pausas e reflexões perspicazes, o futebol de Pep.

“Desde 2005, vou decifrando a maneira de pensar e as convicções futebolísticas de Guardiola”, diz Manna. Ele conta como começou sua amizade com o atual treinador do Barcelona: “Eu o contatei por e-mail e ele respondeu. Sempre se mostrou aberto. Um dia, disse que estava vindo à Argentina e propôs um encontro. Passamos um dia juntos. Falamos muito de futebol.

“Dei a ele o livro ‘Lo Suficientemente Loco’, uma biografia de Marcelo Bielsa. Ele me agradeceu e foi deixar as malas no quarto. Quando desceu, minutos depois, citou quatro ou cinco conceitos de jogo que estavam no livro. Isto é: no elevador, voltando do quarto, já tinha entendido a essência.”

No dia seguinte, Guardiola decidiu assistir a um River-Boca, no Monumental de Nuñez. Seu ex-colega no Dorados Angel “Matute” Morales, conseguiu um ingresso para ele. Pep se misturou à multidão e, na fila para entrar, foi parado por seguranças. “Não o reconheceram”, conta Morales. “Foi revistado como qualquer um, mas não disse uma palavra, não protestou.”

Seu caminho o levou a César Luis Menotti, técnico campeão do mundo em 1978 e técnico do “seu” Barça na temporada 1983-84.

Como um velho sábio, Menotti recebeu aquele que, por enquanto, era só um jovem aposentado do futebol. O encontro aconteceu num restaurante do bairro de Belgrano, em meio a uma nuvem de fumaça de cigarro e cheiro de uísque.

“Quando Pep me procurou, algo já o distinguia: ele tinha ideias claras. Não chegou como outros, que queriam que eu desse o caminho, como se fosse o Messias. Ele já sabia. Então disse a ele: ‘Quer ser treinador? Não tenha dúvidas, vá fundo. Seja treinador, e assim as críticas serão mais bem divididas, não vão mais ser só para mim’.”

Guardiola deixou-se seduzir e também tranquilizar pelo discurso radical do mentor de Maradona. O terceiro e último encontro irá confortá-lo ainda mais na sua decisão.

EREMITA

Maximo Paz, província de Santa Fe. Josep Guardiola marcou um encontro com o eremita do futebol argentino, “el loco” Marcelo Bielsa. Então afastado do futebol desde 2004, Bielsa vivia confinado em casa, sem dar sinais de vida.

Guardiola conseguiu o encontro graças a Lorenzo Buenaventura, seu treinador pessoal quando jogava na Itália e ex-adjunto de Luis Bonini, o braço direito de Bielsa. Hoje, Buenaventura é o preparador físico do Barcelona. A fascinação de Guardiola por Bielsa data da Copa do Mundo asiática de 2002, quando “el loco” treinava a seleção argentina.

Na época, Guardiola declarou: “Para mim, o time mais interessante do torneio é a Argentina, mesmo que não tenha passado da primeira fase. Jogou muito bem, apesar de vivermos num mundo onde, se você ganha, é bom, mesmo que não tenha ficado com a bola; e, se você perde, não importa se tentou, se teve a bola, se o time estava organizado e se tinha apostado no 3-4-3, como Bielsa fez. Você perde e é um fiasco. Vejo isso de outra forma.”

Por 12 horas, em volta de um “asado” (churrasco argentino), os dois conversaram, assistiram a trechos de jogos, debateram, brigaram, se reconciliaram e recomeçaram. Um tema, ou melhor, um homem os une acima de tudo: Louis van Gaal.

O técnico holandês é o único europeu que Bielsa já tomou como exemplo: “O modelo estrangeiro que mais me agrada é o do Ajax de Van Gaal. Ele tem um time flexível para compor suas linhas conforme as exigências do adversário na hora de recuperar a bola. O que interessa é que o time tenha um projeto de jogo próprio nos momentos ofensivos. Calculei que o Ajax dava uma média de 37 passes para trás. O torcedor via isso como recusa a jogar, mas esse passe para trás era o início de um novo ataque.”

No seu livro “Mi Gente, Mi Fútbol” (2001), Guardiola diz o mesmo de seu treinador: “Poucos times me seduziram tanto quanto o do Ajax de Van Gaal, com sua facilidade para criar o jogo da defesa, a velocidade dos jogadores das laterais e seu modo de passar a bola. Aquele Ajax conseguia resolver de maneira fantástica todos os ‘um contra um’ de um jogo. No ataque e na defesa. Assumiam todos os riscos que um time pode correr.

“Aquele Ajax tinha algo que me surpreendia, espantava, maravilhava. A disciplina do posicionamento. A posse de bola como ideia de base. O jogo constantemente sustentado. Os movimentos de dois toques… E eles faziam isso de forma tão simples quanto sublime. O Ajax de Van Gaal dava aulas de futebol aos que conheciam perfeitamente o jogo.”

‘SANGUE’

Nutrido pelo futebol total de Johan Cruyff, Guardiola consegue, acima de tudo, aplicar maravilhosamente bem os preceitos de Bielsa. “Procuro ocupar as laterais, porque a maioria das situações perigosas vem delas. O contrário significa centralizar o jogo. Qualquer estudo revela que 50% dos gols finalizados vêm das laterais. Se um treinador quer que o time domine o jogo, deve posicionar no mínimo dois jogadores por setor. Nunca posiciono os jogadores com o intuito de atacar usando o contra-ataque.

“Para mim, trata-se, antes de mais nada, de uma questão de posse de bola. Se der para ficar com ela, por que devolvê-la? Não preparo um time para esperar. Um grande time não é condicionado pelo rival. O fundamental é ocupar direito o campo, ter um time curto, com uma linha de defesa e uma de ataque separadas por no máximo 25 metros, e que nenhum zagueiro esteja ocupado marcando um adversário que não existe.”

Tocado pela sinceridade quase ingênua de Guardiola, Bielsa perguntou: “Você, que conhece toda a sujeira do mundo do futebol, o alto grau de desonestidade de certas pessoas, por que quer tanto voltar e treinar jogadores? Gosta tanto desse sangue?”. Guardiola respondeu: “Preciso desse sangue”.

O fato é que o catalão vai usar outro método de Bielsa, o de não entregar nada à imprensa. Recluso no seu silêncio há mais de uma década, o argentino havia justificado assim sua vontade de não falar: “Por que eu deveria dar entrevista a um jornalista poderoso e negá-la a um repórter do interior? Por que deveria participar de um programa que tem picos de audiência toda vez que apareço e não me deslocar até uma pequeno rádio local? Qual a lógica? Meu interesse?”.

Guardiola se apoderou da fórmula. Depois de virar treinador do Barça, não deu mais nenhuma entrevista individual. Só vai às coletivas obrigatórias do clube.

JOGO BONITO

Pep voltou à Espanha está seguro de si como nunca. Dias depois de deixar a Argentina, em 22 de outubro de 2006, declarou ao jornal “Marca”: “Por que não poderíamos ter treinadores que defendam o jogo bonito? Converso com muitos treinadores: ‘Como é esse jogador? Como faz aquele?’. Mas não tem receita. No futebol, ganha-se com estilos muito diferentes. Precisamos fazer as coisas como as sentimos. É a partir da bola que se constrói um time.”

Em 2006, Josep Guardiola tinha 35 anos, tinha ideias, mas continuava desempregado. “Seu” clube, embora fosse campeão europeu, estava desabando. Contagiado pela suficiência, o Barça de Frank Rijkaard vivia suas últimas horas de glória. Txiki Begiristain, diretor esportivo do Barcelona e braço direito de Joan Laporta, logo foi consultado por alguns dirigentes, sabendo das intenções de Guardiola.

Begiristain então decidiu, para que seu ex-colega se acostumasse, confiar a ele a direção da categoria de base e dar a Luís Enrique o Barça B. Desapontado, mas leal a seu clube de sempre, Pep aceitou. Só pediu um último encontro com Begiristain. “Pep me falou sobre sua vontade de treinar. Entendi que era o momento dele”, diz o ex-diretor dos esportes do Barça.

Em 21 de junho de 2007, seis meses depois da viagem à Argentina, Guardiola foi nomeado treinador do Barça B, que estava na terceira divisão do campeonato espanhol.

Munido de princípios e teorias, foi confrontado pela primeira vez com a realidade da vida de treinador. Alertado por amigos sobre as dificuldades das divisões inferiores, o primeiro trabalho do técnico “blau-grana” (azul e grená) consistiu na seleção de um grupo.

Ele tinha poucos dias para reduzir o número de jogadores de 50 a 23, destruindo o sonho de vários. As primeiras dúvidas surgiram logo no primeiro jogo, que acabou… em derrota. Guardiola se empenhou, construiu um time no qual um certo Sergio Busquets se impôs no meio do campo; no qual, na ponta direita, Pedro Rodriguez oferecia seu jogo feito de percussões.

Dois meses após o início do campeonato, Guardiola resumiu: “Ser treinador é fascinante. É por isso que os treinadores acham tão difícil parar. O trabalho traz uma sensação permanente de excitação, de que o cérebro gira o tempo todo a cem por hora. Começar na terceira divisão me tornará um treinador melhor, se um dia eu ocupar o banco de um profissional. Hoje sou melhor que dois meses atrás.

“Nunca tinha sido confrontado com 25 caras esperando que eu dissesse algo. Hoje posso ficar tranquilo na frente deles. Antes, no intervalo, não sabia o que dizer.”

NÚMERO UM

Guardiola sabia as palavras certas, seu time venceu o campeonato e o Barça B subiu para a segunda divisão.

Ao mesmo tempo, no andar de cima, Rijkaard deixou escapar para o Real, pela segunda vez seguida, uma liga que estava na mão. Laporta entendia que o holandês não tinha mais autoridade sobre um grupo dominado pelos egos de Ronaldinho Gaúcho e Samuel Eto’o. Começou então uma disputa de poder nos bastidores do Camp Nou entre os conselheiros do presidente.

Laporta conta: “Minha ideia era que Johan [Cruyff] treinasse o time, tendo Pep como adjunto, e que, na temporada seguinte, ele virasse o número um. Johan não disse nada. Eu o conheço, sei que toma decisões rápido. Por fim, ele me disse que deveríamos nomear Pep logo. Txiki concordava: ‘Guardiola está pronto para ser treinador do primeiro time’. Propus essa solução numa reunião. Alguns eram a favor, outros queriam Mourinho. Falei: ‘Mourinho não, vai ser o Pep’.”

Em 8 de maio de 2008, menos de dois anos depois de receber o diploma de treinador, Guardiola foi nomeado técnico do time do qual fora capitão e símbolo por cerca de dez anos. Sua primeira medida foi impor o afastamento das três estrelas: Ronaldinho, Deco e Eto’o.

Os dois primeiros aceitaram; o camaronês ganhou uma temporada de descanso. No primeiro treino, Pep se dirigiu aos jogadores: “Não vou prometer que vamos ganhar títulos. Vamos tentar. Mas apertem bem os cintos, porque vocês vão passar ótimos momentos.”

Pep acabava de se tornar Guardiola.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FUTSAL: Mercado da bola para 2012

Apesar das listas abaixo poderem sofrer algumas modificações até o início das competições em 2012, apresentamos o que já se tem divulgado (especificamente no blog http://cliqueesporte.blogspot.com) sobre as contratações e renovações das principais equipes nacionais. Destacamos abaixo a formação de uma fortíssima equipe em Joinvile, os bons reforços das equipes da Orlândia e Corinthians, o retorno do Internacional (RS), o investimento por parte do Imperial (RJ) e as poucas contrações do Carlos Barbosa, justificada pela permanência da maioria dos atletas vitoriosos dos anos anteriores:

Marechal Cândido Rondon (PR)
Renovações:
- Marquinhos Xavier (técnico)
- Gadeia (ala)
- Dyego (ala)
- Renan (fixo)
- Rafael Poffo (fixo)
- Valença (fixo)
- Diogo (fixo)
Contratações:
- Quinzinho (Goleiro), ex-São Paulo
- Bruno Souza (ala), ex-Santos
- Amadeus (ala), ex-PEC-RJ
- Thales (ala), ex-Joinville
- Alison (ala), ex-Minas
- Léo (pivô), ex-Corinthians

Orlândia (SP)
Contratações:
- Ciço (fixo), ex-Foolad Mahan FSC (Irã)
- Rubinho (ala), ex-Joinville-SC
- Deives (pivô), ex-Santos-SP
- Di Fanti (goleiro), ex-São Paulo-SP
- Junaí (fixo), ex-Joinville-SC
- Pepita (ala), ex-São José-SP

Corinthians (SP)
Contratações:
- Franklin (goleiro), ex-Joinville-SC
- Guiga (goleiro), ex-Macaé-RJ
- Índio (fixo), ex-Santos-SP
- Cabreúva (ala), ex-Al Salmiya (Kuwait)
- Leandro Caires (ala), ex-Orlândia-SP
- Rafael (ala), ex-Peixe/Mazza-DF
- Jackson (ala), ex-Santos-SP
- Moreno (pivô), ex-Al Salmiya (Kuwait)

Joinville (SC)
Contratações:
- Fernado Ferreti (técnico), ex-Santos-SP
- Tiago (goleiro), ex-São José-SP
- Keké (pivô), ex-São José-SP
- Neto (ala), ex-Santos-SP-SP
- Pixote (ala), ex-Santos-SP
- Ricardinho (ala), ex-Santos-SP
- Leandrinho (ala), ex-Carlos Barbosa-RS
- Valdin (ala), ex-Santos-SP
- Wanderson (ala), ex-Cascavel-PR

Jaraguá (SC)
Contratações:
- Gian (goleiro), ex-Umuarama-PR
- Elisandro (pivô), ex-São Paulo-SP
- Willian (pivô), ex-Orlândia-SP
- Lucas (fixo), ex-Marechal-PR
- Mello (ala), ex-São Paulo-SP

Concórdia (SC)
Contratações:
- Fernandinho (fixo), ex-Minas-MG
- Cristian (pivô) ex-Marreco-PR
- Vítor Jesus (pivô), ex-Marechal-PR
- Wellington (pivô), ex-Ibirama-SC

Carlos Barbosa (SC)
Contratações:
- Paulinho Sananduva (técnico), ex-Atlântico-RS
- Marlon (fixo), ex-Orlândia-SP

Internacional (SC)
Contratações:
- Jarico (técnico), ex-Unisul-SC
- Bilica (goleiro), ex-Carlos Barbosa-RS
- Emerson (goleiro), ex-Bauru-SP
- João Neto (goleiro), ex-Benfica (Portugal)
- Régis (fixo), ex-PEC-RJ
- Boni (fixo), ex-Umuarama-PR
- Zé Antônio (fixo), ex-Assoeva
- Tostão (ala), ex-Carlos Barbosa
- Rodrigo Linguiça (ala), ex-AFUSCA-RS
- Suelton (ala), ex-Benfica (Portugal)
- Canabarro (ala), ex-Unisul-SC)
- Marcel (ala), ex-Marechal Cândido Rondon
- Cristiano Becker (ala), ex-UJR-RS
- Caio Jr. (pivô), ex-Corinthians-SP
- André (pivô), ex-Marreco-PR
- Jorge Alex (pivô) ex-Passos de Minas-MG

Assoeva (RS)
Contratações:
- Morruga (técnico)
- Bazílio (goleiro), ex-Suzano-SP
- Dionizio (ala), ex-Guarapuava-PR
- Mauricinho (pivô), ex-Al Rayyan (Qatar)
- Vitor Hugo (fixo), ex-Passos-MG

Imperial (RJ)
Contratações:
- Paulo Mussalém (técnico), ex-Carlos Barbosa-RS
- Paulinho (ala), ex-Orlândia-SP
- Edgar (fixo), ex-Orlândia-SP
- Igor (goleiro), ex-Santos-SP
- Vinícius (fixo), ex- PEC-RJ
- Rodriguinho (ala), ex-Macaé-RJ
- Pelé (ala), ex-PEC-RJ
- Wilson (pivô), ex-Macaé-RJ
- Sixel (pivô), ex-PEC-RJ

PEC (Petrópolis)
Contratação:
- Guilherme (goleiro), Carlos Barbosa-RS
- Daniel Miranda (fixo), ex-Macaé-RJ
- Daniel (ala), ex-Botafogo-RJ
- Pedro (ala), ex-Botafogo-RJ
- Fabrício (ala), ex-Macaé-RJ
- Augusto (ala), Umuarama-PR
- Edu (ala), Moita Bonita-SE
- Jaiminho (ala), ex-Umuarama-PR
- Fuste (ala), ex-São Paulo
- Artur (pivô), Cabo Frio-RJ

Minas (MG)
Contratação:

- Paulo Cardoso (técnico), ex-Joinville-SC

Adaptação das informações tiradas do Blog http://cliqueesporte.blogspot.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CURSO DE TREINADOR DE FUTSAL DA GAMA FILHO

A Universidade Gama Filho através do seu coordenador técnico, Prof. Esp. Roberto de Almeida (Banzé) que  atento ao crescimento do Futsal no Brasil e no mundo, e da necessidade de atender as exigências do mercado de trabalho que requer profissional capacitado e atualizado, está oferecendo em São Paulo (12 a 16 de Janeiro de 2012) o Curso de Treinador de Futsal de 50h que conta com o apoio da Federação Paulista de Futsal.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bastidores do Santos, na final da Liga Futsal 2011

 

Além do Santos, vencedor da Liga Futsal 2011, o futsal também sai vitorioso. Além do grande número de equipes e a presença de equipes tradicionais, principalmente, os jogos excepcionais, a partir das semi-finais, deram ao futsal uma visibilidade enorme nos últimos dias. Não podia então terminar de uma maneira mais emocionante, ou seja, penalidades máximas, pela primeira vez numa final da Liga Futsal. Em relação ao Carlos Barbosa, importante demais reconhecer a grandeza da equipe, que se saisse vitoriosa, também teria o título em ótimas mãos.

Mas, o Santos, realmente, montou uma equipe muito talentosa, com atletas com postura vencedora, liderada por uma comissão técnica muito experiente e vitoriosa. Além disso, o momento do Santos Futebol Clube, brilhantemente administrado pelo seu presidente favorece um clima de superação e confiança, demonstrado claramente no vídeo abaixo, que apresenta os bastidores do dia da final, com participação, inclusive, do próprio presidente do clube, do Muricy, Neymar e Elano. Este vídeo é uma ótima oportunidade de conhecermos o que acontece nos momentos das grandes decisões.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O melhor jogo da Liga Futsal 2011 define último finalista: ACBF

 

Naquele que foi, provavelmente, o melhor jogo da Liga Futsal 2011, tivemos a definição do último finalista: ACBF (Carlos Barbosa). O jogo foi, simplemente, espetacular, com gols decisivos nos últimos momentos, tanto da etapa normal (faltando 13 segundos), como na prorrogação (faltando 11 segundos), como pode ser visto no vídeo abaixo. Além, é claro, do confronto entre a equipe multi-campeã, com um plantel equilibradíssismo e com uma cultura vitoriosa (Carlos Barbosa) e uma outra equipe (Corinthians) de muitos recursos táticos, comandada com brilhantismo pelo PC e com um jogador muito diferenciado (Simi).

 

Aguardamos agora, uma grande final, entre ACBF e Santos, totalmente, sem favorito, apesar do segundo jogo ser na casa do Santos. As finais já estão marcadas, conforme abaixo:

1° jogo da final:

15/11/2011 (3a. feira) – ACBF x Santos, às 21 hs, com transmissão ao vivo pela SPORTV

2° jogo da final:

22/11/2011 (3a. feira) – Santos x ACBF, às 21 hs, com transmissão ao vivo pela SPORTV